Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados; Zeca Dirceu e Freire são campeões

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Durante o dia a dia os telespectadores que acompanham os principais canais de comunicação, sem dúvida, se sentem desanimados em relação ao momento econômico que o país vive. No entanto, mesmo em um período de grande recessão economia, a Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados.

Para compreender a gravidade do problema, é importante lembrar que existem muitos estados brasileiros que estão passando por grandes dificuldades financeiras. O agrava ainda mais essa situação é fato de que as áreas que mais precisam receber repasses do governo são a educação e saúde.

O estado do Rio de Janeiro é um exemplo claro disso. Todos os dias pode-se facilmente identificar uma nova ocorrência de pacientes que não foram devidamente atendidos devido a falta de manutenção em um equipamento ou até mesmo pela paralisação dos postos de atendimento de saúde.

Ao levar em consideração o fato de que Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados, a população brasileira fica muito indignada e com razão. O cenário público, sem dúvida, é um dos que menos agrada a população em geral.

O fato de a Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados é apenas um exemplo de como o dinheiro do povo brasileiro é mal gerenciado. O mais curioso disso tudo é que não se trata de apenas um caso isolado de gastos exorbitantes, mas sim de uma série de luxos que os políticos brasileiros desfrutam.

Correspondências

Além do órgão brasileiro assumir um alto gasto com alimentação para os deputados, existem outras áreas que alocam uma quantia significativa de recurso público sem que seja efetivamente comprovado que existe tal necessidade. Um exemplo disso é o alto gasto com o envio de correspondências.

Conforme revelado recentemente pelo Fantástico, os políticos brasileiros possuem um enorme orçamento para realizar envio de cartas.

Embora esse seja um serviço previsto nas regulamentações das normais e leis que abordam o cenário político, o valor alocado para que os deputados enviem cartas poderia ser revisto uma vez que existem meios mais interessantes para realizar esse tipo de comunicação, mas, principalmente, prioridades maiores que merecem receber uma maior quantidade de recurso como, por exemplo, a área da saúde e da educação.

Pode-se afirmar com bastante certeza de que esse não é apenas mais um caso. O fato de que Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados e o alto valor destinado para o envio de correspondência, sem dúvida, deixa a polução bastante curioso para entender as justificativas dadas pelo governo para sustentar tais regalias.

Zeca Dirceu e Freire

De acordo com o serviço de Controle Cidadão disponibilizado pelo portal da Câmara dos Deputados, em um ano trezentos e noventas e dois políticos brasileiros solicitaram ressarcimento de gastos alimentícios. Quando somados esses custos, a Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados.

Dentre os deputados que mais solicitam o pedido de reembolso estão Zeca Dirceu do PT-PR e o ministro da Cultura Roberto Freire. Para se ter ideia da grandiosidade dos gastos alimentícios, basta citar o fato de que Dirceu gasto R$ 25.506,94 entre o mês de março de 2016 e o mesmo mês do ano de 2017.

O ministro da Cultura Roberto Freire apresentou um gasto bastante parecido, R$ 24.143,47. Quando calculado a média, o pedido de reembolso do líder Dirceu foi de R$ 3.017 mensais.

É necessário destacar ainda que além do fato de que a Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados, o governo brasileiro ainda precisa lidar com altos salários dos deputados que não sofrem nenhum tipo de desconto referente a alimentação. Caso não saiba o valor do salário, é de R$ 33.763.

Cota parlamentar

A única regulamentação que coloca um certo limite para os gastos alimentícios dos políticos brasileiros é a chamada cota parlamentar. Pode ser entendido como uma espécie de adendo aos vencimentos do tempo e que varia de acordo com a distância do estado de origem do Congresso.

Logo, aqueles que são oriundos do estado de Roraima, por exemplo, poderão gastar até R$ 44.612,53, enquanto que os deputados que são do próprio Distrito Federal estão sujeitos ao limite de R$ 30.788,66. No caso da maior distância que é Roraima, o valor mensal médio que um deputado pode gastar é de cerca de R$ 3.717,72.

Vale destacar que essa não é a única cota que os deputados federais possuem. Além dessa, ainda existe a de transporte, telefone e dentre outras. Apesar do fato de que a Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados, o montante total gastos necessários para sustentar um modelo político como o da Brasil é muito maior.

O mais difícil de identificar nessa situação de que a Câmara gasta R$ 1,5 milhão com comida para deputados é entender como os deputados federais conseguem ter um gasto tão elevado com alimentação. Mesmo em estabelecimentos de qualidade, é bastante difícil atingir o patamar de gastos apresentados por alguns políticos.

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